Saudade
- 4 de mai.
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A história começa muito antes de 2017 ou 2016... A história vem lá dos primórdios da Grécia Antiga. "Só sei que nada sei"... Diz o Pai da Filosofia! Ele também desenvolveu a Teoria da Imortalidade da Alma. Foi aí que a Borboleta Flôr Lilás nasceu, nasceu ou renasceu. Mas, foi no ano de 2016 que ela começou a romper o seu casulo e apresentou as suas asas em 2017 com a cor Lilás e o som do Olímpio. Nasceu nela a verdadeira Filosofia do saber, o sentir da existência do amor Verdadeiro. E, o que é o Amor Verdadeiro - começou ela a questionar. Ela sentia que era algo mágico e puro - sentia-o com a sua Alma. Sabia que era lá de onde ela vinha que ele morava, existira e existe. Mas, agora chegou ali, pela segunda vez, na Rua Augusto Rosa em Lisboa... Ela já tinha encontrado a Saudade em 2009, porém a sábia vida deu-lhe a oportunidade de vivenciar o Amor pelo Apego, acreditando ela que seria o amor verdadeiro. E, acreditou profundamente durante 8 anos que sabia o que era o amor verdadeiro. O tal amor que ela trazia de vidas antigas, que tivera o privilégio de o encontrar tão cedo, logo aos seu 20 anos. Teve a convicção durante quase uma década que era aquele... E, um dia decidiu deixar a Saudade e viver, diria ela, o seu grande Amor Verdadeiro. No entanto, os percalços da vida, diria Fernando Pessoa, mostrou-lhe que o Apego é bem diferente do sentimento Incondicional que nutrimos por alguém. Foi uma longa viagem cheia de aprendizados que a fizeram crescer, sendo a juventude o vento que lhe batia nas asas de borboleta que ainda não brotara. As histórias da vida fazem de nós seres mais fortes e sábios. Todos temos a crença platónica que é pelo sofrimento e pela dor que crescemos e conquistamos mais conhecimento. Hoje, em 2026, que a Borboleta Flôr Lilás tem a grande certeza que podemos renunciar a esse arcabouço cultural, social, política e até religioso que herdamos nesta era em que nascemos. Onde nos impuseram a ambígua sabedoria que a culpa e o julgamento é o pilar da base de uma sociedade. Foi em meados de Junho de 2017 que o Benjamim Pessoa lhe disse através de Vinícius de Moraes "... ponha um pouco de amor na sua vida, como no seu samba. Ponha um pouco de amor numa cadência, e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem um samba, não..." . Apesar, de ela não entender nada daquilo que ele depositara com o maior carinho, atenção e amizade de toda a sua existência. Mas, ele era paciente, ele sabia que ela estava cansada, que ela quase não respirava a sua existência. Ele presenciou a sua coragem de desistir de todas as estruturas, de todas as certezas, de todas as forma erróneas de segurança que lhe tinham dado muito antes de ela se ter descoberto como borboleta. Afinal, ela tinha acabado de sair do seu casulo e ver pela primeira vez as suas asas, mas ele sabia que ela ainda não sabia voar. Ele era só presença, foi no silêncio que lhe mostrou o que era o Amor Incondicional, o tal verdadeiro amor - o tal que ela tinha tanta certeza que sabia o que era. Bem, mas o Benjamim Pessoa irá ter a sua parte da história demonstrada neste palco digital. No entanto, não seria a mesma coisa se não o apresentasse já nesta primeira "página". Afinal, agora o tempo diz que o leitor quer conhecer e perceber o início desta influencia toda. Em soma, e de forma pragmática, a Borboleta Flôr Lilás já lá tinha estado na Saudade e foi quando regressou que percebeu que não tinha encontrado o seu Benjamim Pessoa, mas sim um Lobo Solitário. Não com perfeita lucidez e consciência de tal caminho que a levara aquilo que ela tanto buscava. Mas, sob uma forma tão divina que a magia da imortalidade lhe acolheu novamente na Saudade. Ao seu ponto de partida. Porém, desta vez não regressou sozinha. Levou o seu pequeno Benjamim consigo, quase como num acto de sobrevivência...
Fotografia analógica pelo olhar de Felipe Bush, pintor, natural de Ribeirão Preto - Brasil.
Da esquerda para a direita: Lila, Alex, Felipe e Mirza - Saudade Guest House no Verão de 2017.
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